O LIVRO DOS MÉDIUNS
Tábua de OUIJA

Após o aparecimento das planchettes surgiu, projetada por William Fuld. O termo OUIJA origina-se de OUI (sim em francês) e JA (sim em alemão). A bandeja que serve de base é configurada com as letras do alfabeto, as palavras sim e não, adeus, bem como com aos algarismos de 0 a 9 . Apresenta um complemento como se pode visualizar na ilustração abaixo, onde os operadores colocam os dedos das mãos.
Parece que este artefato é usado até os dias de hoje, pois a 6 de janeiro de 2007 apareceu em “O Estado de São Paulo” uma charge de Calvin que apresentamos a seguir.
Judge Robert Hare químico e inventor tinha o propósito de desmascarar as manifestações que os médiuns faziam através das mesas girantes que considerava que se movimentavam pelo esforço muscular dos mesmos. Concebeu e construiu uma mesa a qual juntou esferas de cobre sobre uma placa de zinco o que impediria a aderência das mãos e, portanto a fraude estaria comprovada se a mesa não se mexesse, entretanto a mesa se mexeu. Criou então o dispositivo que recebeu seu nome para provar que o que ocorria era a transmissão do pensamento. Consistia o novo invento de um disco preso a uma mesa, neste havia, como em outros artefatos, as letras do alfabeto, os números de 1 a 10, as palavras sim e não e as frases que parecer ser as seguintes, por não estarem legíveis na figura: dont know, spell over, mistake, must do, think ou threx. Uma agulha móvel era fixada no centro do disco com a função de indicar a letra, número ou frase escolhida. O médium só podia ver a parte detrás do dispositivo. Através deste artefato o Dr Hare estabeleceu contato com seu filho primogênito que havia falecido com dois anos e convenceu-se da possibilidade da comunicação com os mortos.
A psicografia e a psicofonia já eram conhecidas desde 1854, mas esses artefatos continuaram e parece ainda continuam a serem usados.
Os animais e o fenômeno mediúnico
A mediunidade é uma faculdade inerente ao homem…¹
O ninho de pintassilgos
No capítulo XXV item 283 de “O Livro dos Médiuns”², Kardec relata um caso de provável comunicação de uma fêmea de pintassilgos. Ela teria se comunicado quando o senhor, dono da casa em cujo jardim havia o ninho, e que freqüentemente o observava, deu pelo seu desaparecimento. O relato informa que sendo a fêmea evocada teria ela informado que um gato era o responsável pela queda do ninho que se achava na relva e que os filhotes não haviam sido comidos.
Comentando esse relato Kardec explica que não fora a ave que se comunicara e sim um espírito que sabendo do ocorrido respondera à evocação. Diz mais “Isso mostra quanto devemos desconfiar das aparências: evoca um rochedo e ele lhe responderá”. Alerta assim, que quando nosso procedimento é esdrúxulo qualquer Espírito oportunista estará pronto a nos responder tomando uma falsa identidade.
A cadela Mika
Em maio de 1865, na Revista Espírita³, Kardec reproduz o texto de uma carta que lhe fora enviado pelo Sr Dieppe relatando o ocorrido, uma noite em sua casa. Inicia a missiva informando que após a morte de seu filho, sua cadela galga, de nome Mika, veio para sua residência e habituou-se a dormir no pé da cama do Sr. Dieppe e nas noites mais frias se aconchegava junto o travesseiro dele após ronronar de uma maneira característica. Passado algum tempo a cadela veio a morrer para tristeza de todos da casa. Certa noite o Sr Dieppe ouviu o gemido da cachorra nos pés de sua cama e depois diz ter sentido seu aconchego. No dia seguinte relata o ocorrido para a esposa que diz ter ela e a filha também escutado o mesmo som, mas vindo de lugar distinto. Escrevendo a Kardec o Sr Dieppe formula uma série de questões, sobretudo da possibilidade do animal ter com eles se comunicado.
Após a leitura da carta na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas o médium Sr. Vézy recebeu um comunicado fazendo uma série de reflexões sobre o assunto que podem ser resumidas na conclusão final de seu ditado:
Tende pois como certo que nem o cão, o gato, o burro, o cavalo, ou o elefante podem manifestar-se por via mediúnica. Os Espíritos chegados ao grau de humanidade, e só eles, podem fazê-lo, e ainda em razão de seu adiantamento, porque o Espírito de um selvagem não vos poderá falar como de um homem civilizado.
Anteriormente, em 1861, após se estabelecer, entre os espiritualistas, uma polêmica sobre a mediunidade dos animais, Kardec publica na Revista Espírita4, um ditado negando a possibilidade dessa ocorrência. Os defensores da possibilidade dos animais serem médiuns argumentavam que como era possível animar uma mesa, muito mais fácil seria animar uma ave que por si só tinha vida. A partir da própria definição de médium o Espírito que dita argumenta quanto à condição de intermediário de um espírito humano para outro Espírito humano apenas em condições diferentes de um ser encarnado e o outro desencarnado; essa especificidade humana está assentada na qualidade do perispírito que tanto no encarnado como no desencarnado é da mesma natureza, o que não ocorre com os animais. Ainda reforça que no fenômeno das mesas sempre seria necessário o concurso de um médium, estivesse ou não ele presente no ambiente, onde o fenômeno estava ocorrendo.
Também em “O Livro dos Médiuns”², Kardec, nos capítulos XXII e XXIV trata desta questão. Inicia analisando o processo de atuação desses animais que são considerados médiuns, por ter uma aludida clarividência e que na realidade nada mais é que um longo e contínuo treinamento, portanto a dita capacidade mediúnica desaparece assim que o animal para de ser treinado. Apresenta um comunicado assinado por Erasto que aborda a questão da possibilidade dos espíritos se tornarem visíveis aos animais, como pode ser constatado em várias situações, mas o fato de ver não significa que têm capacidade de servir de intermediário para esses espíritos. Relata ainda a tentativa de um certo Sr. T de magnetizar seu cão, o que conseguiu foi matá-lo pois a essência do fluido humano é superior a essência do fluido animal. Reconhece que os animais têm aptidões diversas e até certos sentimentos e paixões e animais domésticos têm uma sociabilidade que falta aos animais selvagens “mas daí poderem servir de intermediário para transmissão de pensamento dos Espíritos vai um abismo: a diferença da natureza”. Para que os Espíritos possam dar forma a suas idéias necessitam de encontrar no cérebro de seus intermediários elementos indispensáveis a linguagem humana. Assim Erasto conclui: “[…] os fenômenos mediúnicos não podem produzir-se sem o concurso consciente ou inconsciente dos médiuns e é somente entre os encarnados.”
Tipificação dos espíritas
O capítulo III da primeira parte de O Livro dos Médiuns denominada “método” no item 28 § § 1, 2, 3 Kardec faz uma tipificação muito interessante dos diferentes tipos de espíritas, descrevendo 3 tipos de comportamento que caracterizariam os diferentes tipos de espíritas.
1) Os espíritas experimentadores: os que acreditam nos espíritos e nas suas manifestações, entretanto se preocupam apenas com o aspecto científico da observação dos fatos com um comportamento de curiosidade.
2) Os espíritas imperfeitos: os que são capazes de entender o aspecto filosófico do Espiritismo, mas ficam apenas nessa compreensão sem deduzir conseqüências morais dessa compreensão. Assim seu caráter em nada se modifica apesar da compreensão que têm da filosofia Espírita.
3) Os verdadeiros espíritas ou espíritas cristãos: como nos dois tipos anteriores também acreditam nos espíritos e nos fenômenos mediúnicos, entendem a filosofia espírita e essa lhe serve de base para traçar os rumos de sua vida. Seu foco é na moral advinda da filosofia espírita e então busca a transformação de seu caráter “esforçando-se para fazer o bem e reprimindo suas más tendências”.
O Brasil é o país que reúne o maior número de espíritas em todo o mundo. A Federação Espírita Brasileira – entidade de âmbito nacional do Movimento Espírita – congrega aproximadamente dez mil Instituições Espíritas, espalhadas por todas as regiões do País.(1)
Atualmente, possui 2,3 milhões de espíritas, de acordo com o Censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Terceiro maior grupo religioso do País, os espíritas são, também, o segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo os dados do mesmo Censo.
Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, é uma personalidade bastante conhecida e respeitada no Brasil. Seus livros já venderam mais de 20 milhões de exemplares em todo o País. Se forem contabilizados os demais livros espíritas, todos decorrentes das obras de Allan Kardec, o mercado editorial brasileiro espírita ultrapassa 4.000 títulos já editados e mais de 100 milhões de exemplares vendidos.
O Departamento Editorial da FEB possui um catálogo de mais de 400 títulos que totalizam 39 milhões de livros vendidos. Todos inspirados na Codificação Kardecista: romances, mensagens, contos, crônicas, textos científicos e filosóficos, além de CD-ROM’s, vídeos, apostilas e CDs de canções espíritas.¹
Há de se perguntar que tipo de espíritas são esses: espíritas experimentadores; espíritas imperfeitos; verdadeiros espíritas? Não temos resposta a essa pergunta, entretanto a própria FEB faz uma diferença entre o trabalhador espírita e o público espírita conforme se pode observar na figura a seguir.
Fonte: Plano de trabalho para o movimento espírita brasileiro. REFORMADOR. ano 125, n.2140. julho de 2007.
O trabalhador espírita é aquele que, vinculado a uma casa espírita, tem compromisso com um ou mais departamentos dessa casa, enquanto o público é constituído de pessoas que se interessam pela doutrina, frequentam uma casa, na maioria das vezes para assistir palestras e receber passes, mas não tem vínculo com nenhum departamento da casa. Em qual categoria se enquadra os 2,3 milhões de pessoas que se declararam espíritas no senso do IBGE? O quantitativo não é o mais importante para a doutrina, mas sim o qualitativo, uma vez que o verdadeiro espírita, por seu comportamento e atitude no seu dia a dia, torna-se referência para aqueles que com ele convivem seja no lar, na escola, no trabalho e nas atividades de lazer.
Certa feita uma senhora acompanhada da mãe e com um bebe recém-nascido no colo, procurou uma profissional da saúde por estar com problemas para amamentar o filho.Foram à casa da profissional e a encontraram saindo para uma atividade de lazer, a mesma escutou a senhora e prestou-lhe a assistência necessária. Argüida de qual era o valor a cobrar a profissional respondeu que a havia atendido a pedido do médico que a encaminhara e que eles trabalhavam em regime de cooperação, portanto não haveria cobrança. As senhoras lembraram então que ela havia atrasado seu compromisso, mas mesmo assim não houve cobrança. A Avó da criança então perguntou: “ A senhora é espírita?” A profissional era sim espírita. Este caso demonstra a visão que há de que os espíritas são pessoas prestativas e capazes de renunciar para auxiliar o próximo. Oxalá os 2,3milhões de pessoas que se declaram espíritas por ocasião do censo vivessem igualmente o amor ao próximo, pois esse é o comportamento do verdadeiro espírita ou espírita cristão como mencionou Kardec em O Livro dos Médiuns.
Em “O Evangelho segundo o Espiritismo” se encontram dois excelentes conceitos de espíritas cristãos:
1) Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. Paulo, o apóstolo. Paris, 1860, Paulo apóstolo. (Capítulo XV. Fora da Caridade Não Há Salvação, Instruções dos Espíritos: item 10.)
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2) Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. (Capítulo XVII, Sede Perfeitos, item 4).
Ideoplastia
Ideoplastia (do grego ideo=ideia+plastos=forma+ia=estudo,análise) ou seja estudo da modelagem do pensamento.
Como não se pode tratar desse tema sem passar compreensão da ação do pensamento e vontade, faz-se as transcrições a seguir que são recortes de O Livro dos Médiuns.
“O pensamento é um dos atributos do Espírito; a possibilidade, que eles têm, de atuar sobre a matéria, de nos impressionar os sentidos e, por conseguinte, de nos transmitir seus pensamentos, resulta, se assim nos podemos exprimir, da constituição fisiológica que lhes é própria.” (Cap.II do Maravilhoso e do Sobrenatural)
“A alma é o pensamento: não muda de natureza.”(Lamennais. CAPÍTULO IV Dos Sistemas)
“Esse segundo invólucro da alma, ou perispírito, existe, pois, durante a vida corpórea; é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe e pelo qual transmite sua vontade ao exterior e atua sobre os órgãos do corpo. Para nos servirmos de uma comparação material, diremos que é o fio elétrico condutor, que serve para a recepção e a transmissão do pensamento; é, em suma, esse agente misterioso, imperceptível, conhecido pelo nome de fluido nervoso, que desempenha tão grande papel na economia orgânica e que ainda não se leva muito em conta nos fenômenos fisiológicos e patológicos.”(Da Ação dos Espíritos Sobre A Matéria – Da Teoria das Manifestações Físicas)
“Façamos uma comparação. Quando se tem vontade de atuar materialmente sobre um ponto colocado a distância, quem quer é o pensamento, mas o pensamento por si só não irá percutir o ponto; é-lhe preciso um intermediário, posto sob a sua direção: uma vara, um projétil, uma corrente de ar, etc. Notai também que o pensamento não atua diretamente sobre a vara, porquanto, se esta não for tocada, não se moverá. O pensamento, que não é senão o Espírito encarnado, está unido ao corpo pelo perispírito e não pode atuar sobre o corpo sem o perispírito, como não o pode sobre a vara sem o corpo. Atua sobre o perispírito, por ser esta a substância com que tem mais afinidade; o perispírito atua sobre os músculos, os músculos tomam a vara e a vara bate no ponto visado. Quando o Espírito não está encarnado, faz-se-lhe mister um auxiliar estranho e este auxiliar é o fluido, mediante o qual torna ele o objeto, sobre que quer atuar, apto a lhe obedecer à impulsão da vontade.” (Da Teoria das Manifestações Físicas)
Em A Gênese encontramos no capítulo XIV item 14 a seguinte afirmação de Kardec : “Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não os manipulando como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção , os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles um conjunto que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinada; mudando-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases, ou de outros corpos combinando-os segundo certas leis.”
Embora o termo ideoplastia não tenha sido usado, é assim que podemos compreender a ação de nosso pensamento e vontade (Espíritos na condição de encarnado ou desencarnado) sobre o fluido cósmico universal.
Ernesto Bozzano em seu livro “Pensamento e vontade”, intitula o primeiro capítulo da obra “As forças ideoplásticas”, aponta que desde o século XVI e XVII alquimistas já escreviam sobre a capacidade do pensamento plasmar construções através do que intitulavam de magnetismo emitido pela vontade, e que o desejo que realizava na ideia se constituía de uma “ideia força” (“energia obediente à vontade, ligada ao seu potencial imaginativo, capaz de atuar exteriormente e influir sobre pessoas distantes, muito distantes mesmo”).
No item denominado “Formas de Pensamento”, Bozzano transcreve o relato do médium Sr. E. A. Quinton que possuía a capacidade de visualizar os pensamentos das pessoas:
Em três grupos podem ser divididas as ‘formas pensamentos’ por mim percebidas:-as que revestem o aspecto de uma personalidade, as que representam qualquer objeto e as que engendram formas especiais …As inerentes aos dois primeiros grupos explicam-se por si mesmas; as do terceiro, porém requerem esclarecimento. Um pensamento de paz, quando emitido por alguém profundamente compenetrado desse sentimento torna-se extremamente belo e expressivo. Um pensamento colérico, ao contrário, torna-se tão repugnante quanto horrível. A avidez e análogas emoções, por sua parte, originam formas retorcidas, curvas, semelhantes às garras de um falcão, como se a pessoa que as emitem desejassem algo espalmar em benefício próprio.
Visualização de uma forma pensamento de uma música de Wagner
Emmanuel no livro “Emmanuel” no capítulo “Do Modo Operandi dos Espíritos” no item “Ideoplastia do Pensamento” assim se expressa:
Ignorais na Terra, a maravilhosa ideoplasticidade do pensamento… os Espíritos superiores possuem uma vontade potente e criadora de todas as formas de beleza. Às vezes, apresentam-se ao vidente grandiosas cenas da história do planeta, multidões luminosas, legiões de almas, quadros esses que, na maioria das vezes,constituem os pensamentos materializados das mentes envolvidas que os arquitetam, e que atuam sobre os centros visuais dos sensitivos, objetivando o progresso geral.
André Luís no livro “Mecanismos da Mediunidade” no capitulo XIX, Ideoplastia, nos esclarece que:
Entendendo-se que os poderes mentais são inerentes tanto às criaturas desencarnadas quanto às encarnadas é natural que os elementos plásticos e organizadores das ideia se exteriorizem dos médiuns, como também dos companheiros que lhe comungam tarefas e experiências[…]
Ao longo do capítulo alerta para influência das formas pensamentos na facilitação ou embaraço da tarefa mediúnica. Determinados pensamentos e sua modelagem podem causar dificuldade aos mentores espirituais para transmitir suas mensagem através do médium influenciado pelo pensamento do dirigente e das demais pessoas presentes .
Ernesto Bozzano em xenoglossia no capítulo “Casos de xenoglossia por meio da voz direta” transcreve uma orientação que o médium William Stainton Moses recebe de seu mentor espiritual Imperátor:
[…] médium é acima de tudo, um centro de condensação, onde se reúnem os fluidos subtraídos aos assistentes e que, portanto, o bom êxito das manifestações depende em grande parte, das pessoas que formam o grupo dos experimentadores; de modo que basta a presença de um só indivíduo fluidicamente ou psiquicamente negativo, para neutralizar a produção dos fenômenos ou, o que é pior, para provocar manifestações espúrias, por efeito das modificações que em condições tais, sofra a camada onírica- subconsciente do médium, convertendo a sessão mediúnica numa experimentação sonâmbulo-hipnótica.
As duas últimas colocações acima são sumamente importantes nas reuniões mediúnicas nas quais os Espíritos pode ter sua atuação prejudicada , pois o médium pode estar captando formas pensamento dos presentes a ocupar sua estrutura cerebral dificultando ou impedindo que a mensagem da entidade seja transmitida.
Bibliografias:
Bibliografia do item ‘Notas Históricas’
¹KARDEC, ALLAN, Instruções Práticas sobre as manifestações Espíritas. Tradução de Wallace Leal V. Rodriques, 5 ed., O Clarim, 1978
²KARDEC, ALLAN, O livro dos Médiuns. Tradução de J. Herculano Pires, Editora EME,1996.
³KARDEC, ALLAN, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas, Revista Espírita, ano 3, n.8, agosto de 1860, p.267
4KARDEC, ALLAN, O livro dos Médiuns, Revista Espírita, ano 4, n.1, janeiro de 1861, p.6-8
5KARDEC, ALLAN, O livro dos Médiuns, Revista Espírita, ano 4, n.1,novembro 1861, p. 378-379
6MORIEL, ANDRÉ, Vida e obra de Allan Kardec,Tradução De J. Herculano Pires, Edicel ,1986
Bibliografia do item ‘Mediunidade’
¹FERREIRA, A.B.H. O Novo Dicionário Aurélio. s.l.Nova Fronteira, s.d.
²KARDEC, ALLAN. O livro dos médiuns, Capivari: EME, 1996.
³PIRES, J.H. Mediunidade, 7 ed.São Paulo: Edicel, 1987
4ÂNGELIS, J. Estudos Espíritas, Psicografia Divaldo Pereira Franco.Rio de Janeiro: FEB, 1987.
5LUIZ, A. Libertação, 14 ed. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Brasília: FEB, 1990.
6FERREIRA, I. Do outro lado do espelho, Psicografia de Carlos A. Baccelli.Votuporanga: Didier,2001.
7Intercâmbio abençoado. Reformador, Rio de Janeiro, v.121, n. 2088, p.4, mar. 2003
8MIRANDA,M.F.de. Os bons médiuns, Psicografia de Divaldo Pereira Franco, Reformador, Rio de Janeiro, v.121, n.2088, p.8-9, mar.2003.
9LUIZ, ANDRÉ.Missionários da luz, 10 ed. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB, 1976
Bibliografia do item ‘Obsessão e Jesus’
¹EMMANUEL, Seara dos médiuns. 13 ed. Rio de Janeiro: FEB, 1961.
²KARDEC, ALLAN, O livro dos médiuns. 2 ed. Capivari: EME,1966.
Bibliografia do item ‘Elementos Desnecessários em Reuniões Mediúnicas’
¹PINHEIRO, LUIZ GONZAGA, Mediunidade tire as suas dúvidas.Capivari: EME, 2004.
²PIRES, J. HERCULANO, A agonia das religiões.São Paulo: Pandéia, 1984.
³HAMMED, Tempos de ignorância, IN: Renovando atitudes. Catanduva: Boa Nova, 1997, p.27-30.
Bibliografia do item ‘Mesa-Girardin e Outros Artefatos de Comunicação com os Espíritos’
¹OS EXPOENTES DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA. Curitiba: Federações Espíritas do Paraná, 2002.
²LACERDA FILHO, L. Mediunidade na idade moderna e contemporânea. Araguari: Minas Editora, 2005.
³www.chass.utoronto.ca/…/auteures/gira2.htm
4www.cavernsofblood.com/…/index.htm
5www.museumoftalkingboards.com
Bibliografia do item ‘Os animais e o fenômeno mediúnico’
¹VIANNA DE CARVALHO.(psicografia de Divaldo Pereira Franco) Responsabilidade mediúnica. In: ____ Médiuns e Mediunidades. 2. ed.Niterói: Arte e Cultura, 1991. cap.9, p.45-48.
²KARDEC, ALLAN. O livro dos médiuns. Tradução José Herculano Pires. EME, 1997.403p.Tradução da Segunda Edição Francesa de Didier ET Cie, Paris, 1862.
³KARDEC, ALLAN. Questões e problemas: Manifestação do Espírito dos animais. Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos. São Paulo: ano 8, vol.5,p.125-9,maio 1865.
4ERASTO.Animais médiuns. Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos. São Paulo: ano 4, vol.8,p.261-5, agosto 1861.
Bibliografia do item ‘Tipificação dos Espíritas’
(Veja outros estudos dessa obra)




gostei muito do site parabéns 🙂